Startup compensa emissão de gás carbônico gerada por sites

01.12.2016 // Laila Rodrigues

Você sabia que site polui? Todo site na internet emite gás carbônico (CO2) prejudicial ao meio ambiente, já que consome energia elétrica por estar hospedado em um servidor. Estima-se que 10 mil pageviews (número de acessos) que um site recebe correspondem a uma lâmpada fluorescente acesa por uma hora. Foi baseado nessa premissa que os amigos André Diamand, Maximiliano Muniz e Rodrigo Costa criaram, no final de 2011, a Site Sustentável. Nos anos seguintes, se juntaram ao time Cezar Augusto e Hugo Issa.

A startup compensa a emissão de CO2 realizando o plantio de árvores em áreas de reflorestamentos ou mata nativa, através de instituições especializadas. Já foram mais de 50 mil árvores plantadas, incluindo espécies ameaçadas de extinção. Além disso, eles estão ligados à recuperação de partes da mata ciliar do rio Cubatão, em São Paulo, e outras ações que fomentam o debate sobre sustentabilidade, como oficinas de hortas para colégios municipais.

O cliente da Site Sustentável adquire o serviço de acordo com a quantidade de pageviews que seu site recebe por mês. A empresa, então, ganha o direito de exibir o selo que certifica a sua compensação de emissão de gás carbônico. A startup se torna um caminho mais viável para empresas ajudarem na sustentabilidade.

O processo que converte as visualizações do site em gás carbônico emitido é dado pela eletricidade consumida pelo Data Center, que é o ambiente projetado para abrigar servidores. Calcula-se que 12 segundos de visualização numa página digital consome cerca de 13 watts de energia. “Quando a empresa se engaja em algo voltado ao social, as pessoas começam a ficar dispostas a pagar mais pela responsabilidade social. E não é algo com um custo tão caro” diz Cezar.  

Arthur Cursino, referência de sustentabilidade na América Latina, faz parte do conselho de administração do Site Sustentável e foi o responsável por calcular estes números. Para a conversão, Arthur não considera apenas o servidor em que o site da empresa está armazenado, mas também outros componentes do computador que consomem energia, como por exemplo, o no-break, que é uma fonte de alimentação ininterrupta.

Pioneiros na conscientização da sustentabilidade digital, eles explicam essa forma de preocupação ambiental como um conjunto de políticas e boas práticas que focam em compensar o impacto que o meio digital causa no mundo. Isso inclui o descarte adequado de produtos de tecnologia, digitalização dos dados para democratização do acesso e compensação da emissão de gás carbônico gerado pelos sites. “Já conseguimos compensar a emissão de gás carbônico de mais de 450 sites” diz Cezar. 

O Site Sustentável é a uma das empresas que começou germinada no Instituto Gênesis e, após 6 meses, tornou-se incubada. “A equipe do Gênesis é muito competente, está ajudando nos principais projetos da empresa e em conexões importantes”, ressalta Cezar. Para os próximos três anos, o objetivo da startup é aumentar a venda dos certificados de 450 para 4200 sites, além de plantar mais de 200 mil árvores. 


Texto de Regina Iack