Financiamento Coletivo é sobre confiança

20.07.2018 // Maria

"O financiamento coletivo é sobre confiança" revelou Larissa Novais, gestora de projetos da Benfeitora. A maior plataforma de crowdfunding do Brasil esteve no Instituto Gênesis, no dia 19 de julho, para ensinar como se faz uma campanha de sucesso.

Existem três tipos de financiamento coletivo na plataforma. Um é o crowdfunding, o segundo se chama recorrente e o terceiro é o matchfunding.

O crowdfunding parte da ideia de um realizador que convida colaboradores para viabilizá-lo. Ou seja, se você tem algum projeto específico que quer sair do papel, você pode fazer uma campanha para as pessoas abraçarem a sua causa. Mas não pode ser algo particular – uma piscina para a sua casa, um carro para o seu filho ou algo do tipo. Todo projeto presente no site da Benfeitoria tem que ter impacto social, cultural, econômico e/ou ambiental.

Quer fazer um CD, um aplicativo, um restaurante que vá capacitar moradores da sua região? – esses trabalhos são importantes para a sociedade e devem ser ajudados.

Mas o crowdfunding não é uma vaquinha online, em que o realizador só vê o dinheiro caindo na conta. Ele precisa bater meta, é “tudo ou nada” como enfatizou Larissa. Ele precisa saber quanto vai custar a ideia, entender o público que vai contribuir e criar meios de manter as pessoas engajadas durante todo o período da campanha – pensar, por exemplo, em recompensas para cada doação. Se o dono da ideia conseguir o valor estipulado, ele cai dentro do projeto – e na entrega das recompensas. Se não alcançar, o dinheiro até então arrecadado é devolvido aos colaboradores.

A Benfeitoria ajuda você com a consultoria. Entre outras coisas, a empresa pode dar ideia de roteiro para o vídeo da campanha, pensar nas redes que você vai poder criar e traçar um plano para o seu negócio. Mas é você quem precisa estar hiperconectado e dedicado a mobilizar o seu público. Os membros da Benfeitoria vão estar hiperconectados com o seu projeto e com o seu progresso.

Outro tipo de financiamento que Larissa comentou foi o recorrente. Ele funciona para a sustentabilidade de um negócio. O realizador arrecada dinheiro todo mês para manter sua equipe, por exemplo, ou pagar os custos do seu projeto e outras coisas. Nesse, não existe o “tudo ou nada”. É uma fidelização do colaborador, “é sobre comunidade”. O doador vai contribuir via assinatura. O realizador precisa se mostrar presente nessa rede. E as duas partes desejam ver o sucesso desse empreendimento.

O matchfunding, o terceiro da Benfeitoria, é um jeito do seu projeto se inscrever em canais de financiamento. Itaú, SEBRAE, ONU Mulheres e outras empresas abrem editais durante o ano para selecionar projetos que vão alavancar. Elas podem dobrar todo o valor arrecadado ou ajudar com 20% da sua meta mínima – depende da empresa. Todos esses canais de fomento estão disponíveis no site.

No fim de tudo, a Benfeitoria não cobra nada por ceder a plataforma. "A comissão é livre" sorri Larissa. Você paga o quanto quiser – e se quiser – para a empresa. Mas não teve um caso sequer em que o realizador não pagou. Porque, no fim de tudo, ele descobre que o “financiamento coletivo é sobre confiança”.

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